terça-feira, 11 de agosto de 2009

do lugar onde estou já já eu vou embora

eu nunca me senti tão chata em toda a minha vida. eu não lembro quando foi a última vez que eu consegui uma conversa interessante (ou quase!) com as pessoas de quem eu sou mais próxima. eu me tornei essa pessoa com um repertório chatíssimo de elevador - como vai a sua vida?, o que tem feito? -, que depois de algumas frases não tem mais direito à resposta no msn ou é obrigada a mudar de assunto, mais elevador. falta de afinidade? excesso de intimidade? tudo junto? eu não sei: talvez se eu tivesse aventuras sexuais todos os fins de semana ou dor de corno ou mais do que reclamar eu teria mais o que falar com quem tenho contato. mas, ahn, eu não tenho.

e aí o azar é meu.

sexta-feira, 7 de agosto de 2009

por tempo indeterminado

[pega leve, mano]


desde o início se sabia que esse blog era finito, porém, por um período indeterminado. logo, não será nenhuma surpresa que esse blog anuncie seu fim em breve. o clamor que surge é maior que as trombetas que derrubam os muros das cidades infiéis, o rio de lágrimas inunda mais que o interior do maranhão. contudo, ainda haverá um desfile do refinado humor que sempre caracterizou o blog, musseando o coração amargo e a existência rasa dos variados e únicos visitantes, que será como uma série de despedidas e homenagens. [t]

só quem já teve ressaca de cigarro de menta sabe que no dia seguinte o corpo não se aguenta e cada risada é preciosa. e eu me diverti com esse texto. eu só não sei se o meu coração é amargo e a minha existência, rasa. talvez sim. mas o que importa, afinal?

uma faca só lâmina

não é uma dor de ausência de resposta, eu consegui a resposta. é antes uma dor de dúvida dessa resposta. é a dor que consigo quando a resposta é insuficiente e não sei qual resposta é suficiente.

quinta-feira, 6 de agosto de 2009

the brunettes

escute a música, veja o clipe. é ótimo.

quarta-feira, 5 de agosto de 2009

o declínio do homem público


O que implica psicologicamente, para uma pessoa, ser capaz de reformular suas crenças? Pensar dialeticamente? Se uma crença tiver se tornado para o seu sujeito tão profunda e intensamente pessoal, se aquilo que uma pessoa crê chega a definir a sua identidade, então qualquer mudança na crença envolverá uma grande reviravolta no eu. Quanto mais pessoal e auto-envolvente for uma crença, portanto, menos possível de ser modificada ela será. [Sennett]


e é tão verdade. esse trecho explica o que eu fiz aqui (no blog). eu precisei, durante um tempo, brincar com o que sentia, com o que pensava. até conseguir rir um pouco. depois de um tempo, fica mais fácil. a descontração às vezes não é imediata, mas é mais rápida.

utopia


t: mas eu acho que no geral as pessoas estao contente com o país.
p: com o canadá, você diz?
p: eu estranhei. geralmente eles dificultam a entrada de imigrantes.
p: culpam os imigrantes pela falta de emprego, blábláblá
t: mas nao é o que soube.
t: isso direto de uma canadense.
p: que coisa.
t: canada nao é eua nem europa.
p: é muito frio lá. eu não iria, sei não.
p: prefiro a europa! tenho a minha utopia.

aula de geografia


t: no canadá, estão aceitando imigrantes.
p: ah é?
t: uhum.
t: tem de saber falar ingles ou frances (e vc sabe as duas) mais outras condicoes.
p: que interessante eim
p: mas estranho também
p: pq será?
t: pq eles tao sem gente.
t: geral ficando velho e trepando menos do q devia.
t: ou é a grande utopia terceiro mundista.
p: hahahahahahahahahahahahaha
p: como assim? terceiro mundo não existe!
t: tá, o que seja o brasil.