segunda-feira, 7 de abril de 2008

SARA, A SOFRIDA

SARA, A SOFRIDA, é uma série de tirinhas do André Dahmer que mostra os pensamentos de Sara, uma mulher mais amarga e mais insegura, sobre ela própria e os seus relacionamentos com os homens, desde um amigo gay até alguns ex-namorados. Sara é tão insegura que quando ela encontra Zé, um namorado, com uma cachorra, ela já acredita que ele gosta mais da cachorra do que dela; e tão masoquista que, quando ela imagina receber um elogio de Lilo, o amigo gay, ela adianta que ele é o único homem que mente ao seu favor e prefere acreditar que ele não está sendo sincero. Ela é feia. Ela é velha. Ela se ridiculariza. Ela se xinga. Quando ela se cansa, ela briga com ela mesma. Ou seja, ela sofre. Infelizmente, a Sara representa muitas mulheres. O discurso da Sara é o discurso das mulheres inseguras, amargas, pessimistas, que se diminuem porque não são uma capa de revista e porque não acreditam que um homem pode gostar de verdade delas. Essa série é divertida e muito interessante por brincar com o discurso de um tanto de mulheres e, mais, por ter sido pensada por um homem. O efeito de humor é provocado justamente pelo fato de o André Dahmer conhecer tão de perto o que esse tipo de mulher pensa e conversa e como esse tipo de mulher sofre por se machucar com os próprios textos. Para se divertir (ou não) com as outras tirinhas dessa série, clica aqui.