quinta-feira, 31 de julho de 2008
blábláblá
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paula
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7/31/2008 05:51:00 PM
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sábado, 26 de julho de 2008
MOVIMENTO
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paula
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7/26/2008 01:29:00 AM
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quinta-feira, 24 de julho de 2008
POESIA INDIGESTA]
Prisão de ventre é um drama não descrito
em prosa ou poesia, desde Homero.
Por isso meter meu bedelho quero
no bojo deste tão tácito mito.
Quem tem seu intestino assim constrito
defeca sob esforço tão severo
que rompe internamente o tubo "entero"
para externar um "copro" que é já "lito".
Cagada semanal ou quinzenal
é como um parto sem anestesia
em que o bebê não quer nascer normal.
Enquanto a tripa inchada se alivia,
o pobre constipado lê o jornal,
absorto na seção de economia.
[glauco mattoso]
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paula
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7/24/2008 01:45:00 PM
Marcadores: Livros
terça-feira, 22 de julho de 2008
UMA FACA SÓ LÂMINA
Seja bala, relógio,
ou a lâmina colérica,
é contudo uma ausência
o que esse homem leva.
Mas o que não está
nele está como uma bala:
tem o ferro do chumbo,
mesma fibra compacta.
Isso que não está
nele é como um relógio
pulsando em sua gaiola,
sem fadiga, sem ócios.
Isso que não está
nele está como a ciosa
presença de uma faca,
de qualquer faca nova.
Por isso é que o melhor
dos símbolos usados
é a lâmina cruel
(melhor se de Pasmado):
porque nenhum indica
essa ausência tão ávida
como a imagem da faca
que só tivesse lâmina,
nenhum melhor indica
aquela ausência sôfrega
que a imagem de uma faca
reduzida à sua boca,
que a imagem de uma faca
entregue inteiramente
à fome pelas coisas
que nas facas se sente.
[joão cabral de melo neto]
uma faca só lâmina (1955), de joão cabral de melo neto, é um livro com onze estrofes sobre uma faca, a lâmina de uma faca, que depois se revela uma metáfora do vazio. para o poeta, o vazio corresponde à uma lâmina afiada de faca presente no corpo como parte do seu esqueleto, uma lâmina cortante, com fome de presenças. essa lâmina afiada às vezes pode não cortar o corpo, mas, por fazer parte do seu esqueleto, mais cedo ou mais tarde vai cortá-lo, nele destilando "azia" e "vinagre". ironicamente, o vazio é definido como uma presença. uma faca. a lâmina de uma faca, no corpo. o que temos, assim, são instantes em que a fome da lâmina se aplaca e o corpo não sente a angústia provocada pelo seu corte.
___
eu procurei esse livro no google e eu até coloquei o link aqui, mas eu conferi o poema que eu tinha transcrito aqui no livro duas águas (1956) e, além de faltar uma parte, faltavam dois verbos. se alguém quiser ler esse livro, fica a dica que não é confiável ler na internet.
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paula
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7/22/2008 09:09:00 PM
Marcadores: Livros
segunda-feira, 21 de julho de 2008
ESQUECER
eu diria que o verbo esquecer é o verbo que mais tem brincado comigo nesses tempos; eu escrevi dois textinhos semana passada em papel e eu esqueci os papéis em outra bolsa em outra cidade.
eu não sei quando eu vou pegar esses papéis, mas até lá eu atualizo aqui, eu estou lendo um livro de contos uruguaios, o cavalo perdido e outros contos, do felisberto hernandez e é um livro muito incrível.
até já
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paula
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7/21/2008 06:19:00 PM
Marcadores: Diário
sexta-feira, 11 de julho de 2008
pesadelo
noite passada foi a minha vez de dormir mal e de ter pesadelos; eu sonhei que eu fui lavar o meu apartamento e no canto da cozinha tinha uma série de baratas, eu queria matar as baratas, mas eu não encontrava o veneno, eu jogava água em mais de meia dúzia de baratas que eu pensava que já tinham morrido e essas baratas se mexiam e fugiam e apareciam outras baratas em outros móveis do meu apartamento. as baratas eram tão rápidas que eu não conseguia matar com o chinelo [quando eu conseguia eu esmagava as baratas no chão] [mas já apareciam outras em outros cantos do apartamento] uma hora eu comi o veneno de barata, era um veneno sólido, tinha o aspecto de um bolo com granulados azul em cima e eu não lembro se o veneno era ruim. era como se em cada fundo de gaveta tivesse uma ou mais baratas e eu queria comprar mais veneno e não conseguia e eu queria matar as baratas com o chinelo e eu não conseguia. eu odeio baratas. hoje não foi um dia bom, parte da culpa é desse pesadelo. eu acordei péssima. alguém, no mundo, consegue ter um dia bom depois de um pesadelo com baratas?
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7/11/2008 12:35:00 AM
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quinta-feira, 10 de julho de 2008
SUB-LITERATURA
as árvores são muito espertas, sabem de inconstâncias e de perdas e que os sentimentos estão mais do que passagem e por isso se divertem o quanto podem com exageros e com angústias-construção
____
mais aqui. esse é um dos blogs mais bonitos que eu conheci nas últimas semanas e com um texto muito criativo e muito interessante.
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paula
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7/10/2008 11:56:00 PM
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segunda-feira, 7 de julho de 2008
domingo, 6 de julho de 2008
APONTADOR
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paula
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7/06/2008 01:14:00 AM
Marcadores: Literatura
sexta-feira, 4 de julho de 2008
CASOS DE FAMÍLIA
quando o circo acabou, ela era pura felicidade com o namorado ao seu lado. tinha sido um programa romântico. ela estava, mesmo, apaixonada. o que aconteceu a seguir estava fora dos seus planos e ela não poderia prever. tumulto. ameaças. gritos. o seu namorado estava sendo ameaçado por uma gangue de apanhar até que o seu corpo inteiro quebrasse. ela não conseguiu entender o motivo das ameaças e foi só o tempo de correr junto com o namorado antes que ele apanhasse. quando não agüentavam mais correr e escutaram vozes perto deles, ela teve uma idéia: tinha visto em muitos filmes a mulher jogar o homem na parede quando ele corria perigo e beijar com toda força pra que ele não fosse visto por quem ameaçava e não apanhasse. depois de explicar que se os dois se beijassem e se agarrassem em um canto eles não seriam vistos pela gangue e ele não apanharia, eles se beijaram e se amassaram com medo e cada vez com mais pânico quanto mais a gangue se aproximava e ela só percebeu que o seu plano não poderia funcionar fora das telas do cinema quando foi jogada no chão por alguém um pouco antes do seu namorado ser espancado até não agüentar mais de tanta dor.
texto: casos de família
tipo: narração da narração da narração
colaboradoras: tatiana barcellos, sandra regina
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paula
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7/04/2008 12:06:00 AM
Marcadores: Tentativas
quinta-feira, 3 de julho de 2008
ORGASMO
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paula
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7/03/2008 10:52:00 AM
PROJETOS
eu não sei mais de limites entre mentira e ficção desde quando tudo o que se pensa tem a aparência de real por mais que às vezes ou quase sempre seja ilusão com produtos e com efeitos de verdades
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paula
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7/03/2008 01:13:00 AM
Marcadores: Tentativas
quarta-feira, 2 de julho de 2008
CIRCUITO FECHADO
quando a solidão fica acompanhada de papéis, de canetas, de livros, de telefones, de maços de cigarros e caixas de fósforos, de rotinas.
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paula
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7/02/2008 08:12:00 PM
Marcadores: Literatura
INTERVALO
eu escutei a música do juarez maciel na televisão em uma madrugada de muita insônia uns quatro anos atrás e desde então eu escuto a música dele e eu gosto demais da música dele. mais aqui.
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paula
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7/02/2008 12:08:00 PM
Marcadores: Música
terça-feira, 1 de julho de 2008
INTERVALO
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paula
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7/01/2008 12:34:00 AM
Marcadores: Diário